One

Domingo, 31 de Janeiro de 2010

Panegírico de amor


No limiar instante
que te perco
solto sombras solteiras
nas névoas luarentas
da obscuridade
e no distante
além
o soneto que te escrevo
sem temor
é arrojado
desobscurecido
pelos rombos
da alma
sem pressas
em cada pétala arrancada
deste meu abraço sonoro
uma a uma
porque é o meu destino
desejar-te sem complacência
porque é meu destino
desejar-te.

Paulo Martins

2 comentários:

Sônia Silvino disse...

Paulo!!!
Aproveitei a noite de domingo para ler a tua mais recente poesia.
Bjkas!

Marisete Zanon disse...

Belo poema Paulo! Pena estares tão longe assim!!!
um abraço carinhoso pra ti
Te linkei !!!